Em discurso, senador defende chicotear presos Reditário Cassol (PP-RO) criticou auxílio pago pelo governo federal.

Assista vídeo senador defende chicotear presos
Em discurso na tarde desta quinta-feira (6) no plenário, o senador Reditário Cassol (PP-RO), criticou o auxílio pago pelo governo federal às famílias dos presos, e defendeu o uso do chicote como forma de disciplinar os detentos.

"Facilidade para pilantra, vagabundo, sem-vergonha, que devia estar atrás da grade de noite e de dia trabalhar. E quando não trabalhasse de acordo, o chicote, que nem antigamente, voltar", disse o senador.

O chamado auxílio-reclusão é um benefício pago pela Previdência Social aos dependentes do segurado preso, durante o período em que estiver sob regime fechado ou semi-aberto. Presos sob o regime condicional ou cumprindo pena em regime aberto não têm direito a receber o benefício.

"Não faz sentido o governo federal premiar a família de um criminoso e deixar familiares das vítimas sem nenhuma proteção social ou financeira. É um absurdo que a família de um pai morto pelo bandido, por exemplo, fique desamparada, enquanto a família do preso que cometeu o crime receba o auxílio previdenciário de R$863,60. O auxílio é maior até do que o salário mínimo aprovado pelo Congresso Nacional, que é hoje R$545,00", disse o senador.
Cassol defendeu ainda que o Congresso Nacional faça uma mudança no Código Penal. "Nós temos de botar a mão na consciência, pensar para dar uma alterada no Código Penal, para modificar, fazer voltar um pouco do velho tempo. Nos velhos tempos não existia presídio, eram cadeias que viviam praticamente vazias. [...] Hoje, quando libertado [o preso] sai dando risada, rindo ainda das autoridades. Em poucas semanas, em poucos meses está de volta", afirmou.
Durante o discurso, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) pediu um espaço para manifestação, e criticou a posição de Cassol que defendeu o uso do chicote.
"Posso compreender a sua indignação, mas de maneira alguma aprovaria a utilização do chicote, porque seria uma volta a Idade Média", afirmou.

CARTA AO BRADESCO - Fantástica!!!....LEIAM


Esta carta foi enviada ao Banco Bradesco, porém devido à criatividade com que foi redigida, deveria ser direcionada a todas as instituições financeiras. Tenho que prestar reverência ao  brasileiro(a) que, apesar de ser altamente explorado(a), ainda consegue manter o bom humor.
Poderia ser dirigida a qualquer banco brasileiro. . .
CARTA ABERTA AO BRADESCO


Senhores  Diretores do Bradesco,

Gostaria de saber se os  senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina de sua rua, ou pela existência do  posto de gasolina ou da farmácia ou da feira, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia. 

Funcionaria assim: todo mês os senhores, e  todos os usuários, pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, feira, mecânico, costureira, farmácia etc).. Uma taxa que não garantiria  nenhum direito extraordinário ao pagante.

Existente  apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade.

Por qualquer produto adquirido (um pãozinho, um remédio, uns litros de combustível etc) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até um pouquinho acima. Que tal?

Pois, ontem saí de seu Banco com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e de honestidade.

Minha certeza  deriva de um raciocínio simples. Vamos imaginar a seguinte cena: eu vou à padaria para comprar um pãozinho.  O padeiro me atende muito gentilmente. Vende o pãozinho. Cobra o embrulhar do pão, assim como, todo e qualquer serviço..

Além disso,  me impõe taxas. Uma 'taxa de acesso ao pãozinho', outra  'taxa por guardar pão quentinho' e ainda uma 'taxa de abertura da padaria'. Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro.

Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo em seu Banco.

Financiei um carro. Ou seja, comprei um produto de seu negócio. Os senhores me  cobraram preços de mercado.  Assim como o padeiro me cobra o preço de mercado pelo pãozinho.

Entretanto, diferentemente do padeiro, os  senhores não se satisfazem me cobrando apenas pelo produto que adquiri.

Para ter acesso ao produto de seu negócio, os senhores me cobraram uma 'taxa de abertura de crédito'  - equivalente  àquela hipotética 'taxa de acesso ao pãozinho', que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar.

Não satisfeitos, para ter acesso ao pãozinho, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente em seu Banco.

Para que isso fosse possível, os senhores me cobraram uma 'taxa de abertura de conta'.

Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma conta, essa 'taxa de abertura de conta' se assemelharia a uma 'taxa de abertura da padaria', pois, só é possível fazer negócios com o padeiro depois de abrir a  padaria.

Antigamente, os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como papagaios'. para liberar o 'papagaio', alguns Gerentes inescrupulosos cobravam um 'por fora', que era devidamente  embolsado.

Fiquei  com a impressão que o Banco resolveu se antecipar aos
gerentes inescrupulosos.

Agora ao invés de um 'por fora' temos muitos 'por dentro'.
-  Tirei um extrato de minha conta - um único extrato no mês - os senhores me cobraram uma taxa de R$ 5,00.
-  Olhando o extrato, descobri uma outra taxa de R$ 7,90 'para a manutenção da conta'  semelhante  àquela 'taxa pela existência da padaria na esquina da rua'.
-  A surpresa não acabou: descobri outra taxa de R$ 22,00 a cada trimestre -  uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros (preços) mais altos do mundo.
- Semelhante àquela 'taxa por guardar o pão quentinho'.
- Mas, os senhores são insaciáveis. A gentil funcionária que me atendeu, me entregou um caderninho onde sou informado que me cobrarão taxas por toda e qualquer movimentação que eu fizer.

Cordialmente, retribuindo tanta gentileza,  gostaria de alertar que os senhores esqueceram de me cobrar o ar que respirei enquanto  estive nas instalações de seu Banco.

Por favor, me  esclareçam uma dúvida: até agora não sei se comprei um financiamento ou se vendi a alma?

Depois que eu pagar as taxas correspondentes, talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria. Que sua responsabilidade é  muito grande, que existem inúmeras exigências  governamentais, que os riscos do negócio são muito elevados etc e tal. E, ademais, tudo o que estão cobrando está  devidamente coberto por lei, regulamentado e autorizado pelo Banco Central.

Sei disso. Como sei, também, que existem seguros e garantias legais que protegem seu negócio  de todo e qualquer risco.

Presumo que os riscos de uma  padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados..

Sei que são legais. Mas, também sei que são imorais. Por mais que estejam garantidas em lei, voces concordam o quanto são abusivas.!?!
ENTÃO ENVIEM A QUANTOS CONTATOS PUDEREM.
VAMOS VER SE MEXE COM A CABEÇA DE QUEM FEZ ESSAS LEIS PARA PENSAREM O QUANTO ESTÃO ERRADOS!!!
Já fiz minha parte enviando para você.

SIFUSPESP participa de discussão sobre trabalho decente

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Evento reuniu, em Tupã, representantes do governo, dos empregadores e dos trabalhadores
O Ministério do Trabalho e Emprego está promovendo a 1ª Conferência Nacional de Emprego e Trabalho Decente. Para tanto, em todos os estados estão acontecendo eventos preparatórios – conferência estadual e conferências regionalizadas. Em São Paulo, o primeiro evento preparatório para a Conferência Nacional aconteceu em Tupã, no dia 16 de setembro, e contou com a participação de diretores do SIFUSPESP.
O evento teve a presença de várias autoridades políticas do governo do Estado, além de lideranças dos empregadores e dos trabalhadores. As discussões giraram em torno de quatro eixos temáticos: princípios e direitos fundamentais no trabalho; proteção social; trabalho e emprego; e fortalecimento do tripartismo e do diálogo social como instrumento de governabilidade democrática.
Diferente de outras conferências nacionais já realizadas, nesta a participação social é restrita. A Secretaria Estadual do Emprego e Relações do Trabalho definiu que só podem participar quatro grupos: trabalhadores e empregadores (entidades sindicais juridicamente constituídas); governo (representantes do Executivo estadual e municipais); organizações da sociedade civil legalmente constituídas e comprometidas com o temário (fica a critério da comissão organizadora a autorização para participação na conferência estadual); e convidados e observadores aprovados pela comissão organizadora.

Ação do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo sobre congelamento de adicional de insalubridade é extinta

O ministro Celso de Mello julgou extinto o processo em que o Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sifuspesp) pedia, através da Reclamação (Rcl 11183), o descongelamento do adicional de insalubridade dos associados ao sindicato, em virtude da perda subsequente de seu objeto.
De acordo com o ministro, constitui fato notório a existência de resolução originada pelo procurador-geral do Estado de São Paulo que, mediante comunicado, afastou anterior manifestação referente ao “congelamento” dos pagamentos relativos do adicional de insalubridade. “Isso significa, presente o contexto, ora em exame, que sobreveio fato jurídico processualmente relevante, apto a caracterizar a ocorrência, na espécie, de típica hipótese de prejudicialidade”, afirmou Celso de Mello.
O caso
A entidade alegava que os funcionários públicos do estado foram surpreendidos com o congelamento do valor do adicional de insalubridade, continuando a recebê-lo tendo como indexador o valor do salário mínimo federal, mas “sem o reajuste conferido ao mesmo pela Medida Provisória nº 474, de 23 de dezembro de 2009, publicada no DOU de 24.12.2009, a qual o majorou para o valor de R$ 510,00, ou seja: 9,68% a maior do que o valor do salário mínimo anterior, que era de R$ 465,00”.
 DV/CG

Como diz o ditado: -"manda quem pode, obedece quem tem juizo!"

O guarda vê um homem estacionando seu carro em local proibido e pede: 
 - Tire o carro e pare em outro lugar! Não está vendo a placa de 'proibido estacionar'? 
 - Estou - responde o motorista. 
 - E então? 
 - E então? Então, vá tomar banho! 
 O guarda algema o indivíduo e o leva até a delegacia: 
 - Olha que engraçadinho, delegado. Mandei tirar o carro de um local proibido e ele me mandou tomar banho! 
 - Ah, é? - diz o delegado com ironia - E eu? O que você vai mandar? 
 - Você eu vou mandar tomar no cú !!! - diz o cara. 
 O delegado fica muito puto, dá um murro no cara e fala: 
 - Leva para os fundos e põe o filho da puta no pau-de-arara. 
 O policial leva o homem até uma salinha e o pendura de ponta-cabeça, quando a carteira do cara cai do bolso aberta no chão: 'JUIZ FEDERAL'! 
 Correndo, o guarda volta à sala do delegado e diz: 
 - Doutor: o cara é JUIZ FEDERAL! 
 - JUIZ FEDERAL? Puta que pariu! E agora? O que nós vamos fazer? 
 - Bom... eu vou tomar meu banho...

Agente penitenciário do CDP (Centro de Detenção Provisória) de Serra Azul atirando com uma arma calibre 12, com balas de borracha, em um preso que se recusava a sair de uma cela

PA: Superintendente do sistema penal é exonerado

No Pará, o superintendente do sistema penal do estado, foi exonerado do cargo após a denúncia de que uma garota de 14 anos foi violentada dentro de uma penitenciária agrícola, na zona rural de Santa Izabel.

Chefe dos presídios cai por causa de garota estuprada

O governo do Pará demitiu ontem o superintendente do Sistema Penitenciário do Estado, major Francisco Mota Bernardes, por causa das investigações sobre a adolescente de 14 anos que passou quatro dias dentro de um presídio tendo relações sexuais e usando drogas com os presos.

O MPF (Ministério Público Federal) também abriu investigação para apurar o abuso da adolescente, que relata ter sido estuprada dentro de uma colônia agrícola em Santa Izabel do Pará (a 50 km de Belém). No sábado, 20 funcionários da unidade l, além do diretor da colônia, foram exonerados.

A menina conta que foi enganada por uma mulher, ainda não identificada, que disse que iria passear com ela, mas levou-a para o presídio, onde foi abusada sexualmente pelos detentos e proibida de sair. Duas outras adolescentes também estariam lá. Ela conseguiu fugir no sábado e denunciou o caso à polícia.

Adolescente de 14 anos foi abrigada no Conselho Tutelar

Assembleia fará diligências em presídio

A Assembleia Legislativa vai criar uma comissão externa para acompanhar a apuração do caso da adolescente aliciada, drogada e violentada por inúmeros detentos na Colônia Agrícola Heleno Fragoso durante quatro dias e que conseguiu se libertar apenas no sábado passado.

Três requerimentos solicitando apuração do caso foram juntados na sessão de ontem e aprovados por unanimidade em acordo com a mesa-diretora da Casa. Pelo acordo, a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, presidida pelo deputado Edilson Moura (PT), vai liderar a comissão.

Os requerimentos foram apresentados pelo líder da bancada petista, Carlos Bordalo, pelo líder do PSB, Cássio Andrade, que também é membro da Comissão de Segurança Pública da AL, e pelo líder do PSol, Edmilson Rodrigues.

Uma das primeiras ações da comissão de deputados será uma diligência à Colônia Heleno Fragoso. “Está claro que houve negligência. O diretor do presídio avisou à superintendência da Susipe sobre a situação no início do mês e nenhuma providência foi tomada”, reclamou o líder do PT, Carlos Bordalo.

O deputado admite que a Susipe tem sido usada politicamente pelos governos e defende que esta situação precisa ser mudada. “Foi no nosso governo do PT e permanece neste atual. A Susipe tem sido um cabide de emprego. É preciso que o governo viabilize concurso público para acabar com as nomeações de agentes prisionais para atender aliados políticos”, defendeu o líder petista, admitindo que o governo Ana Júlia Carepa também agiu da mesma forma.

Já Cássio Andrade afirma que o governo estadual cumpriu seu dever exonerando os vinte servidores da Superintendência do Sistema Penitenciário (Susipe), incluindo o dirigente do órgão, major Francisco Mota Bernardes, e o diretor da Heleno Fragoso, André Nunes, por negligência. Segundo o deputado, o Conselho Tutelar precisa investigar a fundo a família da garota, que tem indícios de histórico de abandono.

Edmilson Rodrigues disse que se a direção da Susipe já tinha sido formalmente avisada da entrada de drogas, mulheres e até armas na Colônia Agrícola Heleno Fragoso, é necessário que o parlamento estadual cobre providências enérgicas do governo estadual, a fim de apurar a situação, além de tomar medidas para mudar o atual quadro de “insegurança e descaso” constatado no presídio agrícola. Este episódio é pior do que a falta do Estado, é o Estado a favor do crime”, criticou o líder psolista.

O líder do Governo, deputado Márcio Miranda, não compareceu à sessão. Mas, os deputados José Megale, líder do PSDB, e outro tucano, Alexandre Von, se posicionaram favoráveis ao acompanhamento do parlamento no caso.

Todos os deputados que se pronunciaram na sessão sobre o caso, concordaram que há total descontrole de entrada e saída de pessoas, drogas, bebidas e outras coisas na Colônia Heleno Fragoso. Além disso, a Comissão de Investigação do Tráfico Humano, já incluiu o caso na sua agenda de investigações, por considerar que pode ter sido montado um esquema de

aliciamento de mulheres e menores de idade para exploração sexual nos presídios paraenses.

FOGO AMIGO

Porém o discurso mais crítico foi proferido por deputado aliado do governo Simão Jatene. O peemedebista Martinho Carmona lamentou que a solução encontrada pelo governo seja sempre demissões de servidores públicos, como ocorreu no caso dos bebês gêmeos que nasceram mortos na porta da Santa Casa por falta de atendimento e agora a adolescente seviciada na Colônia Heleno Fragoso. “Agora virou solução, para tudo se demite?”, questionou Carmona.

Para o deputado aliado, o governo Simão Jatene está vivendo de tapar aqui e ali em situações muito constrangedoras para o Estado e assegurou que os deputados estão dispostos a colaborar com o desenvolvimento do Estado do Pará.

“Tudo no Pará coopera menos o comando. O governador Simão Jatene é um homem experimentado, por isso não tem direito de ficar tateando sobre o que deve ou não fazer”, afirmou Martinho Carmona.

Para ele, apesar da experiência administrativa do governador, em quase oito meses de administração, ainda não foram apresentadas soluções rápidas para os problemas do Estado e o que se constata, segundo Carmona, é que o governo está sempre correndo atrás do prejuízo. (Diário do Pará)

Museu Penitenciário Paulista

História do Sistema Penitenciário Paulista






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Cadeia da Praça dos Andradas (SANTOS)

Com a Proclamação da República em 1889, o Código Penal da República (1890), demonstra as novas tendências do Direito Penal e, conseqüentemente, as novas formas de punição no país.


Ao contrário da escuridão das masmorras ou da punição exemplar transformada em espetáculo, o poder de disciplinar quer projetar luz sobre cada condenado, baseando-se na visibilidade, na regulamentação minuciosa do tempo e na localização precisa dos corpos no espaço.


Das torturas e punições corporais passa-se à vigilância e à privação de liberdade.


A punição tornou-se um método e uma disciplina. A prisão passará a não ter mais um caráter de humilhação moral e física do sujeito, e passará a ser um conjunto de técnicas. A lei penal cuida da prevenção do delito e da readaptação do criminoso.


 A temática penitenciária e a fundação de um novo espaço carcerário moderno passaram a ser um item político do Estado contemporâneo.


Interno


Vista interna Penitenciária do Estado





Arquitetura prisional


               As instituições para abrigar o apenado acompanham as determinações legais e refletem as maneiras que as penas privativas de liberdade foram executadas.


               Desta forma, a construção nos moldes de um casarão, com a dupla função de ser Cadeia Pública e Câmara Municipal, e depois, a partir do Código de 1890, as instalações em formato espinha de peixe, pavilhonar, panóptico e os Institutos Penais Agrícolas apresentam uma linha evolutiva de projetos de arquitetura penitenciária celular. Casarões e edificações celulares irão culminar nos modelos compactos contemporâneos.





Primeiros Presídios         


               A Casa de Correção, mais tarde Presídio Tiradentes, foi criada em 1825 e inaugurada em 1852 quando São Paulo possuía apenas uma cadeia pública, sediada no Paço Municipal, responsável pela prisão de arruaceiros e escravos fugitivos.


CD Antiga


              


               Durante o Estado Novo (1937-1945), recebeu presos políticos, entre eles Monteiro Lobato, que ocupou a cela n°1. Com a mudança ocorrida no país a partir de 1964, o presídio testemunhou outra etapa de nossa história, quando se tornou lugar de detenção e repressão aos primeiros opositores do regime militar. No final de 1972, o edifício foi demolido, em função das obras do Metrô.




Arco remanescente do Presídio Tiradentes


               No início do século XX as questões sobre o encarceramento se intensificam, o Código Penal de 1890 e as novas demandas apontam para a reformulação do sistema penitenciário de São Paulo. 


               Como decorrência dessa reformulação, em 1902, o arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo, formado pela Universidade de Gante, na Bélgica, elabora o projeto do presídio da Ilha Anchieta. E em 1906, recebe autorização do então secretário de Justiça, Washington Luiz Moreira de Souza, para construir o que seria a primeira Penitenciária agrícola do país na Ilha dos Porcos (Ilha Anchieta), em Ubatuba.






Ruínas Presídio Ilha Anchieta 
Foto: René Nakaya




Ruínas Presídio Ilha Anchieta 
Foto:  Ridalv




               No projeto da Colônia Penal, Ramos de Azevedo, valoriza os preceitos de reabilitação social e reeducação de presos. Construiu oito 'casas dos internados', com celas, onde ficavam entre 19 a 30 presos; uma casa de economia (almoxarifado e cozinha), quartel, capela e galpões.


               Extinta em 1914, foram os presos transferidos para Taubaté e, em 1928, a Unidade Prisional foi reativada, sendo destinada principalmente ao recolhimento de presos políticos.


               No ano de 1942, contando com uma população carcerária de 273 presos, passa a denominar-se Instituto Correcional da Ilha Anchieta e foi desativado após a sangrenta rebelião de junho de 1952.





Penitenciária do Estado


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                  Em 1905 é autorizada a construção da Penitenciária do Estado, sua pedra fundamental foi lançada no dia 13 de maio de 1911. Buscava-se um novo estabelecimento penitenciário de acordo com os termos das disposições do Código de 1890. Em 1920 ela é inaugurada, sob o signo de estabelecimento prisional modelar à altura do “progresso material e moral” do Estado.  Com a realização desse projeto, São Paulo tornaria possível o que nenhum outro estado do país havia ainda conseguido em termos de cumprimento das disposições do Código Penal de 1890.


               Considerado modelo de estabelecimento prisional,  a Penitenciária do Estado pretendia, da arquitetura à política organizacional, instaurar a inovação no tratamento penitenciário. O prédio contava, a princípio, com dois pavilhões, sendo o terceiro construído em 1929, durante o governo de Júlio Prestes, que teve como secretário da Justiça Salles Filho.



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Memória Carandiru


                     A partir da década de 1950 ao redor da Penitenciária do Estado foram construídos a Casa de Detenção (1956), a Penitenciária Feminina da Capital (1973) e o Centro de Observação Criminológica (1983), juntos tornaram-se o Complexo Penitenciário do Carandiru.


                     A Casa de Detenção foi inaugurada em 1956, pelo então governador Jânio Quadros. Inicialmente seu projeto previa o abrigo para 3.250 presos, mas com o passar dos anos teve sua capacidade máxima ampliada para 6.300. Em 1975 a Penitenciária deixou de abrigar apenas os presos à espera de julgamento, e no início da década de 90 a população oscilou perto dos sete mil, chegando a ter picos com até oito mil presos.


                    


Secretaria da Administração Penitenciária - SAP


                    


                     A criação da Secretaria da Administração Penitenciária no Estado de São Paulo, em 1993, foi pioneira no Brasil como órgão específico para cuidar de assuntos penitenciários.


                     Anteriormente a ela, o sistema penitenciário paulista estava sob a responsabilidade da Secretaria da Justiça, criada em 1892, onde permaneceu (com um pequeno lapso) até 1992. Até o início de 1979, os estabelecimentos destinados ao cumprimento de penas privativas de liberdade no Estado de São Paulo, estavam subordinados ao Departamento dos Institutos Penais do Estado - DIPE, órgão pertencente à Secretaria da Justiça. Na década de 60 teve origem a Escola do Sistema Penitenciário que se propunha a formar os servidores penitenciários de 11 Unidades Prisionais ligadas ao DIPE.


                     Com a publicação do Decreto nº 13.412, em 13/03/1979, o DIPE foi transformado em Coordenadoria dos Estabelecimentos Penitenciários do Estado - COESPE, à época com 15 unidades prisionais.


                     Até março de 1991, as unidades prisionais ficaram sob responsabilidade da Secretaria da Justiça. Em seguida, a responsabilidade foi para a segurança pública e com ela ficou até dezembro de 1992.


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Visão lateral da atual sede da Secretaria (década de 1930)

Duas mulheres tentam entrar com droga no CDP de Ribeirão Preto

Ambas iriam entregar o entorpecente para companheiros e parentes; agora também estão presas


Duas mulheres foram detidas neste final de semana ao tentar entrar no Centro de Detenção Provisória de Ribeirão Preto com maconha escondida em seus órgãos genitais.
No sábado (17) de manhã, a manicure Gislaine Aparecida Alves, 23, foi presa com meio tablete de maconha dentro de um preservativo. Ela foi autuada em flagrante após revista das agentes penitenciárias. Gislaine estava indo visitar seu companheiro Eliseu Pereira Barbosa.
Durante a visita de domingo, a doméstica Ana Cláudia de Souza, 24, também foi flagrada com maconha, que seria entregue ao seu irmão Felipe Souza Campos.
No primeiro momento, ela se recusou a fazer a revista íntima no local, sendo levada à emergência do Hospital das Clínicas.
Ao chegar no hospital, assumiu que levava a droga, antes de efetuarem a revista. Ana foi autuada em flagrante e encaminhada à cadeia pública de Cajuru.

STJ anula investigação contra família Sarney Segundo o tribunal, provas apresentadas pela Polícia Federal foram obtidas de forma ilegal

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) anulou todas as provas obtidas pela Polícia Federal contra familiares do presidente do Senado, José Sarney. As informações são do jornal “Folha de S. Paulo”, em matéria publicada na edição deste sábado.

Uma operação da Polícia Federal investigou os negócios do empresário Fernando Sarney e outros familiares de José Sarney (PMDB-AP). Em decisão unânime, os ministros do tribunal entenderam que os grampos que originaram as quebras de sigilo foram ilegais. A decisão devolve as investigações à estaca zero.

A apuração se estendeu até agosto de 2008 e apontou crimes de tráfico de influência em órgãos do governo federal, formação de quadrilha, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. Fernando Sarney negou as acusações.

No ano passado, a Justiça já havia invalidado parte das provas obtidas por interceptação de e-mails na operação da Polícia Federal, chamada de Boi Barrica e mais tarde rebatizada de Faktor.

Em decisões semelhantes, o STJ também anulou provas obtidas pela PF ao investigar os negócios da construtora Camargo Corrêa e do banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity.

Rio de Janeiro na Copa do Mundo Homem rouba ônibus na Barra e dirige descontrolado até Botafogo

Um homem roubou um ônibus vazio no Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, na manhã deste domingo (18). Após bater em vários veículos e aparentemente drogado, ele só foi detido cerca de 20 quilômetros depois, em Botafogo, na Zona Sul.
De acordo com informações da polícia, Pedro Henrique Garcia de Souza Correa dos Santos, 24 anos, tinha acabado de sair de uma festa a fantasia e aproveitou que o coletivo estava com a chave na ignição e vazio. Ao todo, 26 veículos teriam sido atingidos pelo motorista descontrolado. Uma pessoa, ainda não identificada, teria ficado ferida.
Pedro Henrique, que é estudante de direito, vestia uma calça camuflada e uma camisa escrito "operações especiais". De acordo com a Rádio CBN, ele teria admitido aos policiais o uso de drogas e álcool.
A detenção ocorreu na Rua Voluntários da Pátria, em Botafogo. Alertados por um taxista,  PMs tentaram detê-lo no Jardim Botânico, mas sem sucesso, iniciaram uma perseguição.
De acordo com o Centro de Operações Rio, o ônibus passou pelo Túnel Zuzu Angel e os agentes da CET-Rio, estranhando a maneira como era conduzido, alertaram à PM. O coletivo seguiu pela Avenida Borges de Medeiros, na Lagoa, e teria entrado pela Fonte da Saudade, passando pelo Humaitá, até chegar a Botafogo. Pedro foi preso e encaminhado para a 12ª DP (Copacabana), de onde seguiu para o Instituto Médico Legal (IML), onde fará exames para provar se estava sob o efeito de álcool ou drogas.

Região de Ribeirão Preto Governo gasta R$ 133 mi com prisões



Agentes dizem que unidade tem problemas estruturais e superlotação causa conflitos entre presosAgentes dizem que unidade tem problemas estruturais e superlotação causa conflitos entre presos
Quantia destinada para conter os presos daria para construir pelo menos 22 escolas estaduais

O governo de São Paulo gastou nos últimos 10 anos R$ 133 milhões em construções e reformas de presídios em Franca, Araraquara, Ribeirão Preto, Serra Azul e Jardinópolis. Os recursos dariam para construir pelo menos 22 escolas estaduais do mesmo padrão do colégio construído no Jardim Paiva, em Ribeirão Preto, em 2009. Esta unidade escolar custou aos cofres públicos R$ 6 milhões e proporcionou 1.260 vagas na região.
"Esta é uma das críticas que temos ao sistema penitenciário do país. Os governos tratam apenas da construção de vagas, mas elas sempre vão ser insuficientes. É preciso também ter o enfrentamento desta relação promíscua de esquemas criminosos que integram agentes de estado com facções criminosas", diz Sandra Carvalho, da ONG Justiça Global.
Os investimentos podem representar uma grande soma em dinheiro, mas funcionários dos presídios garantem que eles estão sucateados. Na penitenciária de Ribeirão, um agente denuncia que os hidrantes não funcionam, a antiga sala de segurança que monitorava câmeras colocadas em lugares estratégicos da unidade foi desativada porque não existe mais o sistema de segurança. "O raio x que fica na portaria para verificar a alimentação que entra na unidade ficou anos quebrado e voltou a funcionar há pouco tempo", diz o funcionário.
Parentes de presos alertam que existe uma infiltração na caixa d’água no raio (pavilhão) 3 há mais de dois anos e os presidiários temem um desastre. "Se cair aquela caixa vai ser uma tragédia", afirma a mulher de um deles.
Hoje a penitenciária masculina de Ribeirão está superlotada. O ideal é cada cela abrigar seis detentos, mas tem em média 12. A superlotação causa conflitos entre presos e funcionários. Nos últimos quatro anos já teve agente com o braço e nariz quebrados. Outro foi atingido por um soco no rosto e, o companheiro, por uma paulada.

Vereadores de Jardinópolis protestam contra construção de CDP


Manifestação está marcada para acontecer às 10h30 desta terça, na rodovia Candido Portinari, próximo ao local previsto para receber o Centro de Detenção Provisória



Vereadores de Jardinópolis estão em protesto na manhã desta terça-feira (13), contra a construção de um CDP (Centro de Detenção Provisória) no Distrito de Jurucê.
Na segunda-feira (12), a Câmara Municipal aprovou e enviou uma moção de repúdio ao governador Geraldo Alckmin, alegando que a penitenciária agravaria os problemas de segurança pública na cidade.
A manifestação está marcada para acontecer às 10h30 desta terça, na rodovia Candido Portinari, próximo ao local previsto para receber o CDP.

Vídeo flagra tiro de agente em preso do CDP de Serra Azul Demora de detento para sair da cela e participar de vistoria teria irritado o homem que atirou


Foto: Reprodução de vídeoVídeo mostra o momento em que agente disparou contra presidiário em Serra AzulVídeo mostra o momento em que agente disparou contra presidiário em Serra Azul
Um vídeo mostra um agente penitenciário do CDP (Centro de Detenção Provisória) de Serra Azul atirando com uma arma calibre 12, com balas de borracha, em um preso que se recusava a sair de uma cela. As imagens foram gravadas no fim de junho.
De acordo com fontes consultadas pela reportagem, a demora de um dos presos para sair da cela provocou a ira do agente que é mostrado caminhando pelo pátio com a arma em punho em direção a cela. Ele teria atirado, mas a bala de borracha não atingiu o alvo.
"As imagens mostram a ação de um único agente que aparentemente não demonstra tranquilidade para atirar. Para atirar ele precisa ter legalidade, oportunidade e tranquilidade", diz Daniel Rondi, da OAB.
Na semana passada, o promotor Wanderley Trindade, de Cravinhos, e a comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) regional e Ribeirão Preto, estiveram na unidade para averiguar a denúncia de que um preso havia sido ferido.
A Força tarefa descobriu que o detento Adriano de Paulo Freitas foi atingido na perna, na altura da virilha, por um agente penitenciário no dia 11 de agosto durante uma revista de rotina. A reportagem apurou que as duas ações, a que consta no vídeo enviado ao A Cidade, e o tiro efetuado no dia 11 de agosto, foram feitas pelo mesmo agente.
"O que existe é uma denúncia formal na Polícia Civil que precisa ser apurada. Também esperamos que a direção do CDP faça uma sindicância isenta. Se temos recursos de imagem as autoridades podem analisar se o agente agiu conforme determina a lei ou não", diz Daniel Rondi.

Doze pessoas, entre gestores públicos e seus familiares, além de empresários, foram presas, ontem, numa operação montada pelas polícias Civil e Federal, com o apoio do Ministério Público Estadual

Clique para AmpliarPor ordem judicial, as polícias Civil e Federal prenderam os acusados em Fortaleza, Ibiapina, Tianguá e São Benedito
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Os acusados estão presos na Delegacia de Capturas e Polinter (Decap) 
desde a manhã de ontem. A segurança ali foi reforçada e, logo mais, os 
suspeitos serão levados para depor na PGJ 
KIKO SILVA



Doze pessoas, entre gestores públicos e seus familiares, além de empresários, foram presas, ontem, numa operação montada pelas polícias Civil e Federal, com o apoio do Ministério Público Estadual através da sua Procuradoria de Combate aos Crimes Contra a Administração Pública (Procap). A ação aconteceu, simultaneamente, em Fortaleza e nos Municípios de São Benedito, Tianguá e Ibiapina, na Região da Ibiapaba.

A ordem partiu da Justiça com base em investigações que apuram novos desvio de verbas públicas através de fraudes em licitações para a contratação de serviços de construção civil, mão-de-obra e locação de veículos. Os prejuízos para os cofres públicos podem alcançar a cifra de R$ 30 milhões.

A juíza de Direito Ana Paula Feitosa de Oliveira, atualmente respondendo pela titularidade da Comarca de Ibiapina (a 319Km de Fortaleza) assinou as 13 ordens de prisão temporária. Apenas uma não foi cumprida.

Operação
No começo da manhã, equipes da PF e da Polícia Civil (Divisão de Homicídios, Divisão Antissequestro e Departamento de Polícia Especializada/DPE) saíram às ruas da Capital e dos outros três Municípios para prender os acusados de envolvimento no esquema fraudulento. Trata-se, segundo o Ministério Público, de um desdobramento das operações ´Províncias I e II´,

Os 13 acusados de envolvimento no crime foram identificados como, Antônia Daniele Gomes Nunes, Carlos Kennedy Fortuna de Araújo, Ediglê Franklin de Viterbo, Francisco Ferreira Pinto, Francisco Reginaldo Rodrigues Nunes, Gilberto Moita Filho, José Maria Maranguape, Maria Aparecida Ferreira Pinto, Manoel Rosendo César Júnior (secretário de Cultura de Ibiapina), Raimundo de Aguiar Gomes, Rodrigo Fortuna de Araújo, Sidney Rodrigues Fortuna e Victor Castro Moita.

Interrogar
Além das prisões, foram realizadas várias diligências para o cumprimento de mandados de busca e apreensão nas residências e sedes de empresas dos acusados do esquema fraudulento. Todo o material confiscado e as 12 pessoas detidas foram encaminhados à sede da Procuradoria Geral da Justiça (PGJ), nesta Capital, onde, na manhã de hoje, começa a fase dos interrogatórios e acareações.

Os promotores de Justiça do Procap reuniram, ao longo dos últimos meses, um elenco de provas contra os suspeitos. A investigação teve início através da portaria de número 01/2011, e resultou na instauração do processo de número 3422-88.2011.8.06.0087.

No fim da manhã, uma intensa movimentação de advogados e familiares dos indiciados foi registrada na sede da PGJ. Os presos ficaram recolhidos em salas isoladas para que não mantivesse conversas entre eles. Em seguida, foi determinado que todos fossem logo transferidos para a Delegacia de Capturas e Polinter (Decap), Centro, onde permanecem em celas especiais. Por volta das 8 horas de hoje, eles começam a ser levados para a PGJ, sob escolta, em viaturas da Polícia Civil.

Fraudes
O esquema de fraudes em licitações públicas nas prefeituras de Tianguá, Ibiapina e São Benedito já vinha sendo apurado desde o começo do ano. Alguns dos acusados presos ontem já haviam sido detidos em outra operação que ocorreu no dia 28 de junho último. Entre eles, estão os empresários Gilberto Moita Filho e Victor de Castro Moita, ambos filhos do ex-prefeito de Tianguá, Gilberto Moita. Depois de algumas semanas na cadeia, eles foram libertados através de habeas corpus impetrados junto ao Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE). Mas, ontem, voltaram a ser levados para a prisão, agora por ordem da juíza de Ibiapina.

Segundo o promotor de Justiça Ricardo Rocha, cerca de 50 por cento dos 184 Municípios cearenses foram ´alvo´ do desvio de verbas públicas através de suas prefeituras que contrataram, ilicitamente, empresas privadas para a prestação de serviços diversos, desde limpeza, construção de obras e até contratação de publicidade e carros.

O esquema criminoso teria como principal implicado o empresário Raimundo Morais Filho, o ´Moraisinho´, preso preventivamente desde o ano passado e, atualmente, recolhido, por razões de segurança, na sede da Delegacia Geral da Polícia Civil.

Após ter aderido à delação premiada, ele teria fornecido às autoridades todas as informações sobre as prefeituras e seus gestores que participavam do esquema de enriquecimento ilícito por meio de fraudes em licitações, contratação de empresas ´fantasmas´, falsificação de documentos e utilização de ´laranjas´ para abertura de empresas e contas bancárias.

Entre as prefeituras que já foram ´alvo´ das investigações e operações da Procap com a Polícia Federal, Polícia Civil, Ministério Público Federal (MPE), Controladoria Geral da União (CGU) e Tribunal de Contas dos Municípios estão, Senador Pompeu, Tianguá, Santana do Acaraú, Ibiapina, Nova Russas, Ibaretama, Icapuí e Boa Viagem.

Acusados
Antônia Daniele Gomes Nunes
Carlos Kennedy Fortuna de Araújo
Ediglê Franklin de Viterbo
Francisco Ferreira Pinto
Francisco Reginaldo R. Nunes
Gilberto Moita Filho
Maria Aparecida Ferreira Pinto
Manoel Rosendo César Júnior
Raimundo de Aguiar Gomes
Rodrigo Fortuna de Araújo
Sidney Rodrigo Fortuna
Victor de Castro Moita
José Maria Maranguape

Xadrez
13 mandados de prisão foram expedidos pela Justiça contra os acusados. Até a noite passada, 12 pessoas já estavam em celas da Delegacia de Capturas